sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cinco Etapas

Todo fim de relacionamento é uma forma de luto. Independente dos motivos do fim, não é nada fácil se readaptar a uma rotina sem aquele que, por diversas vezes, esteve do seu lado. Os dedos parecem querer discar o número do outro, você se vê fazendo a receita preferida dele, aquela praça – que por tantas vezes foi cenário de beijos e conversas – hoje parece mais tristemente vazia do que nunca. Assim como o luto, que segundo a psicologia acontece em cinco fases, os fins de relacionamentos também seguem uma lógica parecida. Quem já viveu essa situação provavelmente vai reconhecer as fases. E para quem está vivendo, vai servir para lembrar que tudo está bem quando acaba bem. São elas:

1. Descrença

"I'm not, not sure, not too sure how it feels to handle every day and I miss you, love"
Silverchair



A ficha nunca cai na hora. A sequência de palavras não-dá-mais parece atravessar o peito como um punhal, mas, na hora, você não sente a dor. Por mais crítico que o relacionamento pudesse estar, os envolvidos (principalmente quem tomou o pé-na-bunda) parecem achar que aquilo foi só um momento ruim, que tudo vai voltar como era antes. O fim da história parece ser abrupto demais, e sempre tem cara de uma continuação, seja ela qual for.


2. Raiva


"one thing I've learned for every love letter written there's another one burned"
Aerosmith

Quando a ficha realmente cai, e você pela primeira vez tem o clique do “já-era“, um outro processo tem início – o da raiva. Sua mente começa a revirar todos os fatos, e você passa a buscar (ou até inventar) todos os motivos possíveis para ter raiva do outro. Mesmo em términos sem conflitos, quando a pessoa apenas foi sincera ao dizer que o amor havia acabado, fica aquela sensação do tipo ele-não-podia-ter-feito-isso-comigo. É nessa fase que pobre bichinhos de pelúcia dados pelo ex vão parar na fogueira, junto com as cartas, bilhetinhos e porta-retratos. Nessa hora também, você aperta com gosto o botão do FB de excluir o sujeito da sua lista de amigos e também da sua lista telefônica. Aquele que antes era personagem principal dos seus sonhos, de repente entra para a sua lista negra.


3. Carência/ Depressão

"I don't know whether to live or die and it cuts like a knife she's out of my life"
Michal Jackson


Depois do outro ter virado vudu nas suas mãos e de você tê-lo xingado de todos os nomes feios dos quais se lembrava, vem a fase da tristeza maior. Você de repente entende que acabou, e que alimentar toda a raiva que você vinha nutrindo não vai mudar a situação. Nessa hora, você começa a relembrar somente as coisas boas que aconteceram (e tende a esquecer as ruins): de como a conchinha com ele era boa; de como era bom acordar e ser mimado com chocolate com pão na chapa na cama; de como o sexo era sempre delicioso; de como era bom ter pra quem ligar quando recebia uma notícia boa; de como todos os lugares parecem chatos agora que você não o tem mais por perto. Essa é uma das fases mais perigosas – a tristeza pega tão forte, que recaídas acabam rolando para quem não está fortalecido. Acontece que a dor faz parte do processo de cura, e se você não deixa a ferida fechar e vai logo correndo de encontro a ele, pode tomar um tombo ainda maior, já que nada vai ter mudado. Resistir é preciso.


4. Aceitação

"stand still is all we did love like ours is never fixed"
Tegan and Sara


Nessa fase, depois de ter comido o que o diabo amassou nas outras três anteriores, você começa a se acalmar e aceitar os fatos como eles são. Você tem certeza de que acabou, já desabafou xingando o sujeito de todos os nomes, já chorou a falta dele na noite fria de domingo e agora começa a aceitar que precisa continuar seu trajeto porque o mundo não tem botão de pause pra gente sofrer. Essa é a fase na qual você começa a aceitar os convites dos amigos pra ir dançar e esfriar a cabeça (antes você relutava e, quando topava ir, ficava achando tudo chato) e volta a se divertir, começa a olhar para outras pessoas na rua como potenciais pretendentes, você já não tem mais vontade de chorar cada vez que te perguntam o que aconteceu e a vida começa a perder o filtro preto e branco e vai ganhando cor de novo.


5. Motivação

"Inside my heart is breaking, my make - up may be flaking but my smile still stays on"
Queen


Nessa altura do processo, você está praticamente curada da dor. A ferida fechou por completo e só deixou uma cicatriz ali que já não te desperta muitas sensações quando você a vê. É comum nessa fase você olhar para trás e não entender muito bem como sofreu tanto e o porquê de tanto choro e revolta. O motivo do fim agora fica claro na sua mente, e você percebe que o término foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Você passa, então, a pensar mais em você e na sua felicidade. Ou decide que quer ficar um tempo sozinha, se mimando, ou se abre para novas possibilidades e deixa o olhar atento para o próximo sujeito que vai merecer ocupar a sua cama e o seu coração.




Nem sempre as pessoas passam por essas fases de forma linear, e não há como estabelecer um tempo de duração de cada fase. Tudo depende do histórico de experiência de vida da pessoa, do quanto ela acredita em si mesma e se valoriza, e do quanto ela está fortalecida para enfrentar os tombos da vida. Algumas levam anos para completar o ciclo; outras estão prontas para recomeçar em poucos dias. O sofrimento é essencial, ele é o nosso grande mestre que nos ensina as maiores lições na vida. Mas a escolha entre superar um fato ou se apegar a ele e alimentar a dor é absolutamente nossa. E você, o que vai escolher?


fonte:
http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/03/20/as-5-etapas-do-fim-dos-relacionamentos/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fingir

Ouvi de uma amiga que ninguém se encaixa, e que aparentemente todos se dão tão bem.
Serio? Até a Megan?

Então todos estão, como eu, fingindo ser normal e eu não tenho mais razão para escrever esse blog?

Se todas estão fingindo se encaixar, eu comecei muito tarde.



domingo, 15 de dezembro de 2013

Pegadinha

A pegadinha é um artificio social que eu não entendo. Percebo que é divertido, as pessoas riem no final etc.
Mas eu fico muito chateada com essas pegadinhas que se aproveitam da confiança para terem sucesso.
Também é um teste de raiva vindo de pessoas que você gosta, querendo ou não essas situações, mesmo esclarecidas, traumatizam, e ficam internalizadas.



Quando fazem comigo eu fico me perguntando  "por que?" "por que eu?" "o que eu fiz?" "será que eu fiz algo errado e estão me punindo?" eu não faço essas brincadeiras com ninguém, essas brincadeiras simplesmente podem não ter causa. É apenas um tipo de sadismo comum entre as pessoas normais. Mentir, fazer um amigo de otário, deixar ele furioso, para apenas rirem. Será que é uma mensagem subliminar geral de que não se deve confiar em ninguém? 


Mas também não faz sentido fazer pegadinhas com pessoas não amigas, pode ser perigoso.


Finjo levar numa boa, já tentei dizer que não gosto delas, mas elas continuam acontecendo, minha confiança na pessoa fica manchada, e minha raiva acumula, já tentei entrar no jogo, mas me sinto mal fazendo essas coisas, isso não é pra mim. Não entendo as regras desse mundo.


Desastre Social em Pessoa




Obvio que sou uma pessoa muito reservada, desvio de hábitos comuns sociais para não me expor.
Com orgulho eu digo, hoje eu respeito mais as minhas necessidades solitárias. Digo "não", consigo ser egoísta, sem ser mau caráter, aquele lance de se doar pras pessoas era perda de tempo, ninguém prospera sendo legal o tempo todo, eu era quem elas queriam, eu era varias pessoas menos eu. Finalmente caiu a ficha de que eu nunca vou me encaixar, então:


Tudo isso por medo de perder os amigos, e nem vale tanto esforço, eles vão embora de qualquer jeito.


Tinha uma visão superestimada da amizade, do amor. Esses dois eram frequentes no meu inventario de desejos, objetivos diferentes agora.


Soa desonesto, mas se os amigos escutarem o que eles querem ouvir, não precisam me entender, e eu nem almejo ser entendida mais, mas preciso parar de ser mal interpretada, expressar minhas opiniões ainda é dificil, já apelei para musicas, desenhos, poesias, e agora gifs, mas certeza que o silencio funciona melhor.


Meu mundo ta melhorando desde que fiz essas mudanças. Mas as pessoas não dizem que mudaram, elas simplesmente mudam.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fim de Tarde e Pedais





Pedalar é ótimo, mas fazer-lo sozinho pode ser perigoso.
Gosto dos meus companheiros de bike, mas a frequência que isso acontece pode me incomodar.
É só não exagerar, que vou gostar de fazer sempre.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vida Urbana e o Fim de Tarde



Felicidade é um fim de tarde olhando o mar
E a gravidade não te impede de voar...


Nos dias que seguem sucessivamente  agitados que é difícil conseguir um tempo calmo e solitário pra si.
Lamento sempre que anseio por solidão e percebo um fim de tarde lindo e calmo porem uma pilha de coisas pra fazer, corredores de concreto pra seguir, cercada por sombras, sem vista pro mar, sem chance de me despedir do astro rei e mal perceber que já anoiteceu.